Peelings Químicos

Com o inverno se aproximando, começa a procura por peelings químicos, neste post vamos entender um pouco mais sobre esse Tratamento que da excelentes resultados.
O peeling químico, também conhecido como quimioesfoliação, consiste na aplicação de um ou mais agentes esfoliantes na pele, resultando na destruição de parte da epiderme  e/ou derme, seguida da regeneração dos tecidos epidérmicos e dérmicos.
O peeling químico causa alterações na pele por meio de três mecanismos :
  • estimulação do crescimento epidérmico mediante a remoção do estrato córneo. Mesmo descamações muito leves que não causem necroses da epiderme pode induzi- la a espessar-se.
  • destruição de camadas específicas de pele lesada. Ao destruir as camadas e substitui-las por tecido mais "normalizado", obtém-se um melhor resultado estético.
  • indução no tecido de uma reação inflamatória mais profunda que a necrose produzida pelo agente esfoliante. A ativação de mediadores da inflamação pode induzir a produção de colágeno de substância fundamental na derme. As lesões epidérmicas podem induzir a deposição de colágeno e glicosaminoglicanos na derme.

Níveis de Profundidade do Peeling:

Nível I: muito superficial (esfoliação): Afina ou remove o estrato córneo e não cria lesão abaixo do estrato granuloso
Nível II: superficial (epidérmico): Cria necrose de parte ou de toda a epiderme, em qualquer parte do estrato granuloso até a camada basal
Nível III: médio ( dérmico papilar): Cria necrose da epiderme e de parte ou de toda a derme reticular superior.
Nível IV: profundo (dérmico reticular) : Cria necrose da epiderme e da derme papilar, que se estende até a derme reticular média.
Indicações dos Peelings Químicos:
  • Fotoenvelhecimento cutâneo
  • Rugas finas, leves a moderadas
  • Lesões epidérmicas (queratoses seborreicas, actínicas e liquenoides)
  • Discromias
  • Efélides
  • lentigos
  • Melasmas epidérmicos e dérmicos
  • Pigmentação pós inflamatória
  • Cicatrizes Superficiais (Pós trauma, Pós cirúrgica e Pós acne)
Fatores que determinam a profundidade do peeling
  • Concentração do agente químico
  • Características do agente químico (penetração, coagulação
  • Quantidade de camadas aplicadas
  • Duração do contato do agente químico com a pele(particularmente os AHAs)
  • Técnica de aplicação (pressão, fricção).
  • Tipo de pele do paciente
  • Localização anatômica do peeling
  • Limpeza e desengorduramento da pele
  • Preparo da pele antes do peeling
  • Tipo de lesão e fototipo do paciente( nos tipos mais baixos, a penetração e mais rápida; porém nas áreas onde existe actínica da pele as lesões queratosicas impedem a penetração do agente, diminuindo seu efeito).
  • localização anatômica do peeling (devido as diferentes unidades estéticas - regiões com diferentes espessuras da pele, diferentes números de glândulas sebáceas, quantidade de pelos, etc.)
Os peelings químicos mais utilizados por Dermatologistas, Esteticistas e Fisioterapeutas Dermatofuncionais são: Ácido Glicólico, mandélico, retinóico, salicílico, ácido tricloracético (TCA), solução Jessner, málico, cítrico, lático entre outros. Cada profissional tende a trabalhar com esses tipos de peelings respeitando as normas ou pareceres técnicos criados pelo seus respectivos conselhos.
Aproveitando que estamos falando sobre peelings, descobri esse vídeo de uma clinica no youtube, é bem legal e informativo.


Fontes: Modalidades terapêuticas nas disfunções estéticas - Fábio Borges
             Dermetologia Estética - Kede Sabatovich

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