Endometriose



Olá meninas!

Vamos falar um pouquinho hoje sobre saúde da mulher.
Todas nós sabemos da importância dos exames ginecológicos periódicos, mas nem sempre damos a devida atenção à eles.
Bom...como já passo com o mesmo médico a 12 anos( Vicentão, que não troco por nada), afinal é uma coisa tão íntima que quando encontramos um com o qual nos identificamos é melhor não trocar né, todo ano no final do mês novembro, tô lá pegando minha listinha de exames, pois melhor que tratar, é prevenir.
Mas muitas vezes a correria ou a dependência de aguardar vagas em postos de saúde impedem algumas mulheres de terem esse acompanhamento.
O que acaba retardando o diagnóstico de algumas doenças, como a endometriose.

Considerada uma doença da mulher moderna, a endometriose caracteriza-se pela presença do endométrio fora do útero. O endométrio corresponde ao tecido que reveste a cavidade do útero, preparando-o para receber o embrião. Quando não ocorre fecundação, este tecido se descama e é eliminado através da menstruação. Na endometriose este tecido se implanta fora do útero, migrando, através da corrente sanguínea, para órgãos como ovários, ligamentos pélvicos, intestinos, bexiga, apêndice e vagina. Em casos mais raros pode ser encontrado em órgãos distantes, como pulmão, pleura e sistema nervoso central. Isso faz com que a doença seja tratada multidisciplinarmente, por especialistas de diversas áreas. 

Algumas teorias apontam as causas do aparecimento do endométrio fora do útero. A mais conhecida é a “menstruação retrógrada”, que ocorre quando o fluxo sanguíneo volta pelas tubas uterinas, sendo derramado nos órgãos próximos, como ovários, peritônio, intestino. Outra teoria muito considerada para o desenvolvimento da doença são falhas no sistema imunológico. Uma outra hipótese estuda a transformação de células, que assumem as características do endométrio, fora do útero.
 
Antigamente, as mulheres menstruavam menos, cerca de 40 vezes durante seu período reprodutivo, pois engravidavam mais vezes. Isso inibia o desenvolvimento da doença. Hoje, a mulher tem cerca de 400 menstruações durante este período. Estresse, ansiedade e fatores genéticos também podem estar relacionados à incidência da doença.
 
O fenômeno pode causar dores intensas no período menstrual, como cólicas que chegam a se tornar incapacitantes, além de dores durante as relações sexuais, dificuldade de engravidar e infertilidade.
 
Os transtornos físicos causados pela doença afetam diretamente a qualidade de vida da mulher, que também é prejudicada em suas relações pessoais e profissionais. As fortes dores muitas vezes obrigam a portadora da enfermidade a faltar ao trabalho, além de alterarem sensivelmente seu estado de humor, tornando difícil o convívio com outras pessoas.
 
Apesar da gravidade da doença e do grande número de mulheres que sofrem com este mal, a desinformação a respeito da endometriose leva ao diagnóstico tardio, piorando as condições de tratamento e prolongando o sofrimento.



QUAIS OS PRINCIPAIS SINTOMAS DA DOENÇA?
O principal sintoma é a dismenorréia, dor em cólica durante o período menstrual. Com frequência, essas cólicas podem ser progressivas, por vezes se tornam incapacitantes. A dor durante a relação sexual também é frequente. A doença pode se manifestar por meio da dificuldade de engravidar. A infertilidade está presente em cerca de 40% das mulheres com endometriose. Além disso, a paciente pode apresentar dores fora da menstruação, alterações intestinais ou urinárias durante o fluxo menstrual.

ENDOMETRIOSE TEM CURA?
A doença pode surgir desde a primeira até a última menstruação. Assim, costuma-se dizer que a endometriose pode ser controlada, caso seja muito bem tratada.


QUAIS SÃO AS FORMAS DE TRATAMENTO?
A doença pode ser tratada cirurgicamente (laparoscopia) ou por meio de medicações. Além disso, ações que melhorem  a qualidade de vida tais como exercícios, psicoterapia,  são favoráveis ao tratamento.
 
QUE EXAMES SÃO NECESSÁRIOS PARA DIAGNOSTICAR A DOENÇA?
A principal arma diagnóstica é a suspeita clínica. Um bom exame clínico pode permitir um raciocínio diagnóstico mais completo  e consequentemente auxiliar na decisão terapêutica. Exames laboratoriais podem, em alguns casos, ajudar. Atualmente, há vários exames por imagem tais como ultra-som especializado, ressonância ou ecocolonoscopia que são muito úteis.
 
QUE ÓRGÃOS PODEM SER AFETADOS PELA DOENÇA E EM QUE PROPORÇÃO?
Qualquer órgão da pelve pode ser acometido. A instalação da doença nos ovários leva a um cisto denominado endometrioma. Este cisto pode atingir grandes proporções e comprometer o futuro reprodutivo da mulher. Outros órgãos também podem ser acometidos. Parte do intestino grosso (reto e sigmóide), bexiga, apêndice e vagina podem ser sede da endometriose. Órgãos  distantes, como pulmão, pleura, sistema nervoso central, também podem ser afetados pela doença, entretanto, este fenômeno é raro.
 
EXISTEM CARACTERÍSTICAS FÍSICAS, PSÍQUICAS, COMPORTAMENTAIS OU PROFISSIONAIS QUE DETERMINEM MAIOR PROPENSÃO À DOENÇA?
A principal característica comportamental que predispõe à doença é, sem dúvida, a postergação, cada vez mais frequente, da maternidade. A mulher moderna tem seus filhos cada vez mais tarde e os tem em menor número, fator que predispõe à endometriose. Vários estudos procuraram definir as características físicas e psíquicas das mulheres com endometriose. Nenhum obteve êxito neste aspecto. Alguns indícios sugerem que mulheres ansiosas, com alto grau de estresse estão mais propensas a desenvolver a doença.
 
A DOENÇA PODE EVOLUIR PARA CÂNCER ?
É pouco provável. A endometriose pode gerar sintomas de dor importantes e acometer outros órgãos como ovários, bexiga, reto, mas não há indícios de que a evolução da doença seja letal como os tumores malignos.
 
QUAIS OS ASPECTOS DE MAIOR GRAVIDADE DA DOENÇA?
Os sintomas limitantes à vida da mulher (dor), a infertilidade e o acometimento de outros órgãos.
 
QUAL É A RELAÇÃO DA ENDOMETRIOSE COM A INFERTILIDADE?
A endometriose pode gerar infertilidade pelo acometimento
das trompas, órgão que conduz o óvulo ao útero, além de poder
se associar a alterações hormonais e imunológicas que dificultariam a gestação.
 
EM QUE SITUAÇÕES É POSSÍVEL REVERTER O QUADRO DE INFERTILIDADE ATRAVÉS DOS TRATAMENTOS?
O tratamento cirúrgico pode ser útil, através da remoção das lesões e da restauração da anatomia pélvica, por vezes distorcida devido às aderências. Em alguns casos há necessidade de tratamento complementar, que depende da gravidade da doença. Entre eles,
há a indução de ovulação, inseminação intra-uterina ou, em casos avançados, a fertilização in vitro.
 
A MULHER COM ENDOMETRIOSE POSSUI AMPARO NA LEI, UMA VEZ QUE AS CONSEQUÊNCIAS DA DOENÇA AFETAM A SUA VIDA PROFISSIONAL?
Infelizmente, ainda não, pois por não ser uma doença considerada de “Saúde Pública”, não existe um sistema jurídico que ampare as portadoras da doença nas esferas trabalhistas e na garantia de acesso a tratamentos clínico e cirúrgico pela rede pública de saúde.
 
EXISTE ALGUMA FORMA DE PREVENÇÃO CONTRA A ENDOMETRIOSE?
Pode-se fazer prevenção secundária, através da obtenção de  informações sobre a endometriose e prestar atenção aos sintomas. Com a presença dos sintomas, em especial a dor, procurar um médico ginecologista com urgência, pois quanto mais cedo se detecta a doença, mais rápido um tratamento adequado poderá ser iniciado.
 

Este post não tem a intenção de diagnosticar, mas sim informar. Qualquer dúvida converse com seu médico.




 

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